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Percentual de paraenses endividados permanece estável em fevereiro de 2017

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Percentual de paraenses endividados permanece estável em fevereiro de 2017

03/04/2017 14:02:19

O percentual de famílias com dívidas em fevereiro de 2017 manteve-se estável, com 45,4% das famílias endividadas, mesma taxa auferida em janeiro de 2017, revelou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (PEIC), realizada pela Fecomércio-PA em parceria com a CNC. Porém, na comparação com o mês de fevereiro de 2016 (76,4%), a taxa de endividamento é bem menor. Isto revela a redução nas decisões de compras parceladas por parte do consumidor, que ocorreu ao longo do ano de 2016, no qual a série histórica da pesquisa PEIC revelou declínio no endividamento, decorrente em grande parte, das dificuldades da conjuntura econômica, como preços, juros, segurança no emprego, etc.

Por outro lado, enquanto decresceu a taxa de endividamento, a inadimplência aumentou significativamente em fevereiro de 2017. A inadimplência ficou em média de 43,6%, ou seja, próximo da metade estavam com contas em atraso e com maior gravidade, pois 18,6% afirmaram que não terão condições de colocar as contas em dia no mês seguinte.

A alta do número de famílias endividadas, na comparação com o mês anterior, foi observada em fevereiro de 2017 para famílias com renda de até dez salários mínimos, com 46,1%. Contudo, para as famílias que recebem acima de dez salários mínimos, o consumidor se manteve mais cauteloso e o endividamento foi de 39,1%. Em janeiro esta taxa havia sido de 48,8%, confirmando-se queda no endividamento. Esse indicador em fevereiro de 2016 para famílias com renda de até 10 salários mínimos foi de 74,3% e acima de dez salários mínimos foi de 86,2%. 

Com aumento da inadimplência, ambas as faixas de renda não conseguiram quitar seus compromissos em dia, com atrasos nas dívidas contraídas anteriormente, tanto na comparação anual quanto em relação ao mês anterior.  Em fevereiro de 2017, na faixa de até dez salários mínimos, 44,2% estavam com dívidas atrasadas e destes, 19,4% informaram não ter condições de pagar no próximo mês.  Já os com rendimentos acima de dez salários mínimos, 37,9% estavam inadimplentes e destes 12,6% mencionaram não ter condições de pagar no mês seguinte.

Em fevereiro de 2017, na média geral, o cartão de crédito continua como um dos principais tipos de dívida, com 63,8%, seguido por carnês, com 36,7%. Em terceiro lugar está o crédito pessoal, com 19,2%. Quando se desagrega a informação por faixa de renda, verifica-se que para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, as principais modalidades pelas quais as famílias adquirem vendas por meio de compras parceladas, são cartão de crédito 76,5%, crédito pessoal com 20,06%, financiamento de carro com 17,06% e carnês 17,6%. Quanto a faixa de consumidores com renda de até 10 salários mínimos, os principais tipos de dívida são cartão de crédito com 62,4%, porém, seguidos por carnês 38,7%, crédito pessoal  com 19% e crédito consignado 6,3%.

Assessoria Econômica Fecomércio-PA