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Diminui o número de paraenses endividados em comparação com o mesmo período do ano passado

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Diminui o número de paraenses endividados em comparação com o mesmo período do ano passado

07/07/2017 09:17:42

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará (Fecomércio-PA), constatou em junho de 2017 uma taxa de endividamento de 38,3%. Com isso, observa-se uma redução no percentual de famílias endividadas em relação a junho de 2016, cuja taxa de endividamento foi de 68,3%.

Considerando que a taxa de endividamento representa o percentual de famílias com dívidas a pagar, ou seja, que compraram a prazo anteriormente, esta redução dos endividados de 68,3% (em janeiro de 2017) para 38,3% (em junho de 2017) significa que os consumidores estão se endividando menos, ou seja, comprando menos a prazo este ano do que no mesmo período observado em 2016.

Essas restrições das compras geram impactos negativos sobre o setor de comércio de bens e serviços. Como observado pela Pesquisa Mensal do Comércio Varejista – PMC (IBGE), a qual indicou decréscimo de -13,3% no volume de vendas nos últimos doze meses, computados até abril de 2017 e de – 10,3% nos serviços (PMS/IBGE), as reduções nas compras ocorreram em todas as modalidades de aquisição de bens e serviços, além de comprometem as receitas, que registraram decréscimos de – 4,8% (comércio varejista) e – 3,3% (serviços).

Inadimplência elevada aumenta o percentual dos que informaram não ter condições de pagar as dívidas em dia

Apesar dessa redução no percentual de famílias endividadas na comparação entre junho de 2016 (68,3%) e junho de 2017 (38,3%), a inadimplência permanece elevada. Dos 38,3% dos endividados, em junho de 2017, 34,6% estão com contas atrasadas. Em junho de 2016 a proporção mostrava que dos 68,3% endividados, 35,8% estavam inadimplentes, o que demonstra a disparidade entre endividados e inadimplentes, confirmando as dificuldades das famílias para manter as contas em dia, mesmo restringindo as compras a prazo nos últimos doze meses. A inadimplência se torna mais agravante quando se observa as famílias que declararam não ter como pagar as dívidas, permanecendo inadimplentes. Foram 22% em junho de 2017 ante 12% em junho de 2016.

A redução no quantitativo de empregos formais, como evidenciado pelos dados do MTE/CAGED, (redução de – 10.143 nos empregos com carteira assinada este ano de janeiro a maio no Pará) com a consequente redução na renda e massa salarial das famílias, além do ainda alto custo do crédito, comprometem a capacidade das famílias de pagamento das contas em dia.

Prazo

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 69,2 dias em junho de 2017, superior aos 54,3 dias de junho de 2016. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 6,1 meses. O indicador positivo é que a parcela da renda comprometida com dívidas futura foi reduzida e em junho foi 12,8%. Para 59,1% das pessoas que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (36,2%) e crédito pessoal (19,5%).

Lúcia Cristina Lisboa / Assessoria Econômica

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